#ChegaDeAgrotóxicos

Não podemos mais engolir tanto agrotóxico.

Assine já pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos!

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O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Só em 2014, foram gastos R$28 bilhões neste mercado. Os agrotóxicos pulverizados nas lavouras atingem agricultores, o meio ambiente e chegam à mesa da população, ocasionando diversos problemas de saúde.

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47,661 pessoas já disseram: chega de agrotóxicos!

   

Em defesa da Vida

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Mas já está no Congresso Nacional o Projeto de Lei 6670/2016 que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA).

Com sua ajuda e muita pressão, a PNaRA pode se tornar Lei, garantindo a redução dos agrotóxicos no Brasil, mais saúde para a população e um ambiente sadio para se produzir comida de qualidade.

Além disto, sua assinatura também irá ajudar a barrar o Projeto de Lei (PL) 6299/2002, conhecido como “Pacote do Veneno”. Ao liberar ainda mais o uso de agrotóxicos no país, o Pacote do Veneno vai contra a vontade da sociedade brasileira – segundo pesquisa IBOPE, 81% dos brasileiros considera que a quantidade de agrotóxicos aplicada nas lavouras é “alta” ou “muito alta”.

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Sete motivos para assinar

Não queremos agrotóxicos porque…

  1. São a causa de diversos problemas de saúde, e a exposição a longo prazo pode causar doenças crônicas como o câncer;
  2. Atingem diretamente os camponeses e camponesas que produzem nossa comida;
  3. Contaminam os cursos d’água, reservatórios e aquíferos;
  4. Matam a vida do solo e provocam a ‘espiral química’, isto é: quanto mais agrotóxico se usa, mais agrotóxico é necessário usar;
  5. Ameaçam diretamente a soberania alimentar, tornando nossa agricultura dependente das empresas transnacionais que dominam este mercado;
  6. Só em 2015, as empresas faturaram R$32 bilhões com a venda de agrotóxicos, enquanto o Brasil investiu apenas R$3,8 bilhões em alimentação escolar; e
  7. A ONU afirmou que os agrotóxicos são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano, e aponta que mais de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Além disso, coloca como mito a ideia de que pesticidas são vitais para garantir a segurança alimentar.
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Depoimentos

Veja alguns depoimentos de pessoas que apoiam a redução de agrotóxicos no Brasil:

  • Bela GilChef de Cozinha Natural

    Uma comida sem agrotóxico e cultivada de uma maneira sustentável e regeneradora é essencial para a perpetuação da vida humana na terra. Comida sem veneno significa uma vida mais feliz, saudável e digna para todos.

  • Raquel RigottoProfessora Titular da Faculdade de Medicina da UFC.

    Em 10 anos de pesquisa com agrotóxicos, vemos a importância da luta dos povos do campo e das cidades contra os agrotóxicos e em defesa da vida para efetivar a garantia do direito à saúde reconhecido constitucionalmente a todos os cidadãos e cidadãs.

  • Wanderlei PignatiProfessor e Pesquisador da UFMT

    Os agrotóxicos são fabricados lá fora e vêm para o Brasil. O compromisso dos empresários que vendem esses produtos não é com a saúde. E o grande fazendeiro quer saber de matar o que ele chama de praga. A gente tem que inverter isso, quem é a praga que começou a desmatar, depois a usar um monte de veneno? Dá para produzir sem o veneno? Dá, é o modelo da agroecologia.

  • Karen FriedrichPesquisadora da Fiocruz e membro da Abrasco

    Estudos científicos comprovam que não existem níveis seguros de exposição aos agrotóxicos do modo como são lançados na natureza e na sociedade. Misturas de agrotóxicos chegam a crianças, grávidas, idosos, a todos nós, do campo e da cidade.

  • Pedro Luiz SerafimProcurador Regional do Trabalho e Coordenador do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos

    O Combate aos Impactos dos Agrotóxicos na saúde e no meio ambiente exige uma articulação integrada e em rede, entre órgãos de controle, o Ministério Publico e a sociedade civil organizada, que resulte no empoderamento desta e funcione como instrumento efetivo de controle social.

  • Paola CarosellaCozinheira e jurada do Masterchef

    Uma das maiores mentiras dos últimos tempos é que com as sementes geneticamente modificadas e os agrotóxicos vamos acabar com a fome no mundo. Ironicamente este é um dos momentos em que mais temos excesso de comida e que as mortes relacionadas a fome só aumentam. Se os governos destinassem esforços como assistência técnica e incentivos fiscais à agroecologia da mesma forma como faz hoje com a agricultura convencional, teríamos em um futuro próximo um país infinitamente mais digno, mais justo e definitivamente mais saudável em todos os aspectos!

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Tão absurdo que parece mentira

Se o Pacote do Veneno for aprovado…

  1. “agrotóxico” passa a se chamar “defensivo fitossanitário”, na tentativa de mascarar/encobrir a nocividade amplamente conhecida destas substâncias;
  2. a avaliação de novos agrotóxicos deixa de considerar os impactos à saúde e ao meio ambiente, e fica sujeita apenas ao Ministério da Agricultura e aos interesses econômicos do agronegócio;
  3. será admitida a possibilidade de registro de substâncias comprovadamente cancerígenas! E serão estabelecidos níveis aceitáveis para isto, embora não exista níveis seguros para substâncias que se demonstrem cancerígenas;
  4. a regulação específica sobre propaganda de agrotóxicos irá acabar;
  5. será permitida a venda de alguns agrotóxicos sem receituário agronômico e de forma preventiva, favorecendo ainda mais o uso indiscriminado;
  6. estados e municípios ficarão impedidos de terem regulações mais restritivas, embora estas esferas tenham o dever proteger seu patrimônio natural.

Saiba mais

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Entenda melhor

Queremos a aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos. Para saber mais, veja:Texto da PNaRA

O texto da PNaRA é uma adaptação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PRONARA), que foi construída em conjunto pela sociedade civil e governo no âmbito da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Na ocasião, o PRONARA não foi implementado por pressão do Ministério da Agricultura. Agora, vamos pressionar pela sua aprovação como Projeto de Lei. Para saber mais, veja:Pronara

Os estragos causados pelos agrotóxicos não ocorrem apenas durante sua produção, transporte e aplicação na agricultura. Esses pesticidas também deixam resíduos em nossa comida, no solo, na água, no ar, na alimentação escolar e até no leite materno. São substâncias químicas feitas para matar, e por isso não deveriam ser utilizadas no processo de produção de alimentos.

Veja alguns exemplos dos perigos dos agrotóxicos:

Para uma compreensão mais ampla sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde, existe uma série de documentos que podem ser utilizados como fonte de informações confiáveis. O Dossiê Abrasco sobre Impactos dos Agrotóxicos na Saúde é um material que traz muitas informações a respeito.

Para outras informações sobre câncer, consulte a opinião do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA) também expôs sua preocupação em relação aos agrotóxicos na alimentação.

Hoje corremos um sério risco caso seja aprovado o Pacote do Veneno (Projeto de Lei 6299/2002 e seus apensados). Leia a Análise do PL do Veneno para entender seus perigos, e o que poderia ser feito para melhorar.

Claro! Diversas experiências (essa, essa, essa ou essa) no Brasil e no mundo mostram que a agroecologia é um caminho possível e extremamente necessário para o futuro da humanidade.

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o modelo atual não alimenta o mundo. Segundo a FAO, hoje há 11% de pessoas subnutridas, além de 8% de obesos. Ou seja: no mínimo, 1,2 bilhões de pessoas no mundo não se alimenta adequadamente. Esse é um problema que não passa pela questão tecnológica, mas sim por novas escolhas que substituam aquelas que são feitas há muito tempo em nosso nome, considerando um período de transição necessário e adequado.

De fato, temos produzido muito, mas números como os de desigualdade, obesidade e desperdício também são altos – o que comprova que há um grande problema em nosso modelo de produção.

Precisamos de um sistema justo e capaz de alimentar a todos de forma sustentável e no longo prazo. Essas novas escolhas devem ser feitas pelos governos, por meio de suas políticas de subsídio, assistência técnica, compras institucionais e investimento em pesquisa e tecnologias voltadas para agroecologia; por varejistas de grandes marcas e sua política de compras; pelos produtores rurais e suas escolhas de práticas agrícolas e claro, também pelos consumidores e seu poder de escolha. Todos estes atores definem o que está em nosso prato hoje.

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